O repertório apresenta marchinhas clássicas, hits atuais e também as composições autorais do bloco, que saem nos dias 16 e 21 de fevereiro de 2026, respectivamente, na região central da capital Paulista. Foto: Divulgação.
Carnval chegando, bloquinhos à todo vapor! Um deles é o tradicional Charanga de França, que sai a partir das 9h do dia 16 de fevereiro de 2026 (segunda-feira), em Santa Cecília. Já no dia 21 de fevereiro, às 10h, quem toma as ruas é a Charanguinha do França, versão pensada especialmente para crianças e suas famílias.
O Charanga, que já chegou a reunir mais de 40 mil pessoas em um único cortejo, tem como principal característica ser uma orquestra de chão, formada por instrumentos de sopro e percussão, sem nenhum tipo de amplificação, saindo lado a lado com os foliões. Além de Thiago França (saxofonista, maestro e criador da Charanga) integram a banda: Anderson Quevedo (sax barítono), Allan Abbadia (trombone), Amilcar Rodrigues (trompete), Filipe Nader (sousafone), Samba Sam (surdo), Sthe Araújo (agogô, ganzá, xequerê, conga) e Welington Moreira “Pimpa” (caixa, pandeiro, afoxé) que ao lado de França regem o bloco formado por cerca de 150 músicos, grande parte participantes das oficinas de sopro e percussão ministradas pelo grupo.
Mantida de forma contínua ao longo do ano, as oficinas são um espaço de formação musical que reúne atualmente cerca de 80 músicos, orientados por Thiago França e pelos integrantes da banda. É uma prática de conjunto, na qual são trabalhados os arranjos criados especialmente para o bloco e conteúdos teóricos, resultando em um corpo artístico que se apresenta de maneira integrada ao público no cortejo de carnaval, caminhando e tocando junto, no chão, como parte viva da cidade.
Sem vocalistas ou qualquer tipo de sonorização, quem canta são os foliões, que anualmente formam um coro espontâneo. E o repertório é eclético. De Nelson Cavaquinho a Só Pra Contrariar, misturando funk com axé dos anos 90, o bloco traz desde marchinhas antigas, hits atuais e composições próprias, apresentando ao público um verdadeiro leque de opções variadas da música brasileira.
Criada em 2013, pelo saxofonista e compositor Thiago França (@thiagosax), a Espetacular Charanga do França nasceu como um baile de pré-carnaval e cresceu no ritmo do próprio carnaval de rua de São Paulo. O nome vem direto da tradição das charangas, formações populares de sopro e percussão comuns em festas de rua, estádios e carnavais pelo Brasil e pela América Latina.
As cores azul e prata, adotadas quando a banda virou oficialmente bloco em 2015, carregam simbolismos fortes: remetem a Ogum e Iemanjá, orixás ligados à proteção, aos caminhos e às águas, elementos que ajudam a explicar por que a Charanga parece sempre abrir passagem pela cidade, criando fluxos onde antes havia apenas trânsito. A ideia é sempre celebrar um momento em que as pessoas possam viver a cidade.
Além da saída principal, o bloco realiza a Charanguinha do França, a versão infantil do bloco. A iniciativa surgiu a partir do nascimento de Eva, filha de Thiago França, em 2018, ocorrido no sábado pós-carnaval, data que passou a marcar anualmente o cortejo voltado às crianças e suas famílias.
O bloco infantil Charanguinha funciona como uma introdução ao carnaval de rua. Em formato acústico, com músicos fantasiados, palhaços e pernaltas, o cortejo mistura repertório clássico, músicas autorais e brincadeiras como estátua, corrida, pula-pula, comandadas pela banda, criando um ambiente lúdico e acolhedor. Em 2026, o bloco chega ao seu sexto desfile, com expectativa de público de cerca de 3 mil pessoas, entre crianças e familiares.