Itaú Cultural Play traz seleção especial do festival É Tudo Verdade


Mostra reúne 10 títulos selecionados pela curadoria, entre curtas-metragens da competição brasileira, homenagem à cineasta Vivian Ostrovsky e a primeira sessão infantil do É Tudo Verdade. Foto: Divulgação. 

De 20 de abril a 4 de maio de 2026, a Itaú Cultural Play (IC Play), plataforma de streaming gratuita dedicada ao cinema brasileiro, exibe 10 filmes da 31ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, um dos mais importantes eventos destinados ao gênero no mundo e que, neste ano, acontece presencialmente até 19 de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro. As premiações do festival são reconhecidas pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles, tornando os filmes vencedores elegíveis para consideração no Oscar. 

O destaque da seleção vai para os oito curtas-metragens da competição brasileira do festival. São eles: Talvez meu pai seja negro (Bahia, 2025), de Flávia Santana; Não existe ninja de pele preta (Goiás, 2026), de Erik Ely; Divino: sua alma, sua lente (Mato Grosso, 2025), de Clea Torres e Gilson Costta; Tanaru (Rio de Janeiro, 2025), de Júlia Mariano; O dia em que minha avó fugiu de casa (Ceará, 2026), de Victor Costa Lopes; Natureza morta (São Paulo, 2025), de Diran Serafim; Filme-Copacabana (Rio de Janeiro, 2025), de Sofia Leão; e Inquietas (Rio Grande do Norte, 2025), de Thaina Morais. No conjunto, as obras apresentam múltiplos olhares sobre o Brasil e atravessam temas como identidade, memória, território, relações familiares, gênero e resistência. 

Completam a mostra na IC Play os filmes Copacabana beach (Rio de Janeiro, 1983), exibido em homenagem à cineasta Vivian Ostrovsky, e Disque Quilombola (Espírito Santo, 2012), de David Vêluz, que integra a primeira mostra infantil do festival, o É Tudinho Verdade. 

O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em www.itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. O conteúdo da IC Play também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil. 

Os filmes

Em Talvez meu pai seja negro, a diretora Flávia Santana conduz uma jornada íntima entre pai e filha que revisita origens e permeia temas como identidade racial e apagamento histórico. Na mesma pegada, o diretor de Não Existe Ninja de Pele Preta, Erik Ely, mostra como uma jovem enfrenta o racismo e o preconceito de gênero no universo cosplay. 

Esse diálogo entre identidade e resistência se amplia em Divino: sua alma, sua lente, de Clea Torres e Gilson Costta, que articula imagem, memória e luta ao retratar a trajetória do cineasta xavante Divino Tserewahú. Já Tanaru, dirigido por Júlia Mariano, desloca o olhar para as marcas de um processo de violência contra populações indígenas no Brasil. 

As relações familiares ganham centralidade em O dia em que minha avó fugiu de casa, de Victor Costa Lopes, que constrói uma narrativa íntima a partir do encontro entre avó e neto. Em Natureza Morta, de Diran Serafim, um fotógrafo transmasculino revisita o próprio passado ao ser atravessado por lembranças despertadas por um antigo amor. 

O espaço urbano, por sua vez, surge como objeto de observação em Filme-Copacabana, em que a diretora Sofia Leão acompanha o olhar de uma jovem que transforma a cidade do Rio de Janeiro em uma espécie de tela viva de cinema. Em diálogo com essa construção de memória no espaço urbano, Inquietas, de Thaina Morais, percorre as ruas de Natal evocando histórias de mulheres que marcaram a cidade. 

A mostra se completa com Copacabana beach (1983), em que a diretora homenageada Vivian Ostrovsky observa com humor e leveza as manhãs na orla carioca em um retrato sensível do cotidiano, e com o premiado no Chicago International Children's Film Festival, Disque quilombola, de David Vêluz, que, a partir do olhar infantil, propõe reflexões sobre identidade, território e a importância do brincar em diferentes contextos sociais.