Com 12 shows, oficina e masterclass, a 2ª edição da Mostra Violas Brasileiras reúne artistas de diferentes regiões do país nos dias 22, 23, 24, 29, 30 e 31 de outubro de 2026. Foto: Divulgação.
A viola brasileira é muito mais do que um instrumento ligado à música caipira. Presente em diferentes tradições regionais, ela atravessa gerações, preserva manifestações populares e também abre espaço para novas experimentações musicais.
Essa diversidade é o ponto de partida da Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo, que ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) nos dias 22, 23, 24, 29, 30 e 31 de outubro de 2026, com entrada gratuita.
A programação reúne 14 atrações em seis dias, incluindo 12 shows, uma oficina e uma masterclass.
A iniciativa encerra a segunda edição da mostra, que já passou por Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, e retorna ao espaço onde o projeto teve início, em agosto de 2024.
Idealizada pelo produtor cultural Júlio José, coordenador do Projeto Violas Brasileiras, a mostra tem direção artística do violeiro, compositor e pesquisador Ivan Vilela.
A proposta é apresentar diferentes instrumentos da família das violas brasileiras, como a viola caipira, a viola de cocho, a viola machete e a viola de buriti, evidenciando suas particularidades e a relação com as comunidades que mantêm essas tradições vivas.
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Da música caipira ao contemporâneo
A programação começa em 22 de outubro com Tonico e Tinoco: uma história cantada, homenagem à dupla que marcou a música caipira, seguida por uma apresentação de Cleiton Prado e Grupo Manema com Rodolfo Vidal, dedicada ao fandango caiçara.
Nos dias seguintes, o público poderá conferir o repertório instrumental autoral de Julio Santin e o encontro entre viola caipira, voz e viola da gamba de Francisco Andrade, Letícia Torança e Rainer Patriota.
No sábado (24), Rodrigo Caçapa conduz uma oficina e roda de prosa sobre seu livro Um Inventário das Violas, das Cantorias e dos Sambas Nortistas – de 1800 a 1930.
A programação continua com a música regional do Sul apresentada por Valdir Verona e Rafa De Boni e termina com o Grupo Madureira Armorial, que homenageia o legado de Antonio Madureira e do Quinteto Armorial.
A segunda semana destaca diferentes gerações e linguagens da música brasileira. Em 29 de outubro, Mel Moraes apresenta seu trabalho autoral, seguida por Dani Lasalvia e Fernando Guimarães, em um encontro dedicado ao cancioneiro popular.
No dia 30, Vini Muniz divide o palco com as Rendeiras da Aldeia, coletivo que preserva a renda renascença e os cantos de trabalho de Carapicuíba, enquanto a Família Garfunkel reúne músicos de diferentes gerações em um espetáculo que combina viola caipira, violão, flauta, percussão e vozes.
O encerramento, em 31 de outubro, terá masterclass com Junior da Violla, apresentação solo de Ivan Vilela e, às 19h, o encontro entre Neymar Dias e Claudio Lacerda, que aproxima a cultura caipira da música de câmara contemporânea.
Realizada pelo Projeto Violas Brasileiras, pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Brasil, com patrocínio por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), a mostra busca ampliar o acesso à cultura popular e aproximar o público da diversidade musical brasileira.
Serviço
Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP)
Datas: 22, 23, 24, 29, 30 e 31 de outubro de 2026
Entrada: gratuita
Informações para instituições culturais, organizações sociais e ONGs interessadas em participar: Júlio José, pelo telefone (11) 98855-0135.
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