Crítica: Alienation - Three Days Grace

 

Volta de Adam Gontier e parceria com Matt Walst dá gás adicional para a banda, que faz um dos melhores álbuns do ano. Foto: Divulgação.

O Three Days Grace acaba de lançar, em agosto de 2025, seu novo álbum, Alienation, o primeiro a contar com dois vocalistas, depois do retorno de Adam Gontier.

E eu respeito e gosto do vocal do Matt Walst, mas, amigos, Gontier manda bem demais e a combinação dos dois vocais torna o som dos caras ainda mais poderoso, com músicas prontas para virar clássicos da banda.

Abaixo, minha crítica faixa a faixa de Alienation.

1. Dominate

O álbum já abre agressivo, com riffs secos e vocais carregados de urgência. É uma faixa direta, mostrando a banda em modo “arena rock” moderno. Boa escolha para dar o tom do disco.

2. Apologies

Mais cadenciada, trabalha bem o contraste entre versos contidos e refrão explosivo. A letra sobre arrependimento e vulnerabilidade soa sincera, ainda que sem reinventar a fórmula da banda.

3. Mayday

Primeiro single do álbum, traz uma energia eletrizante, com groove marcante e refrão pronto para os palcos. É um dos pontos altos do disco, equilibrando peso e acessibilidade.

4. Kill Me Fast

Faixa sombria e intensa, com atmosfera quase claustrofóbica. A produção dá espaço para a linha vocal brilhar, transmitindo desespero de forma convincente. Mais um hit, certamente!

5. In Waves

Um dos momentos mais melódicos. Traz camadas atmosféricas que fogem um pouco do padrão hard rock tradicional da banda. Funciona bem como respiro emocional no meio do álbum.

6. Alienation

Faixa-título, e com razão: encapsula o tema central do disco — isolamento, desconexão e luta interior. Um dos refrões mais fortes e memoráveis, e provavelmente peça-chave nos shows.

7. Never Ordinary (feat. Lindsey Stirling)

A parceria surpreende: os violinos de Lindsey Stirling trazem frescor e dramaticidade, criando uma fusão interessante. Uma das faixas mais criativas do trabalho e com 3 vocais, já que Lindsay também faz backing vocal. Poderosa!

8. Deathwish

Pesada e agressiva, com bateria marcante e guitarras cortantes - e soa como o clássico Three Days Grace. E como é boa! Liricamente é uma das mais sombrias, e a execução transmite essa tensão de forma visceral.

9. Don’t Wanna Go Home Tonight

Mais radiofônica e acessível, tem pegada quase pop-rock. Pode dividir fãs: uns vão achar leve demais, outros vão ver como um refrão irresistível. De qualquer forma, mostra a versatilidade do álbum.

10. In Cold Blood

Faixa densa, com riffs arrastados e atmosfera de peso emocional. A interpretação vocal dá intensidade extra, lembrando os momentos mais sombrios da discografia da banda.

11. The Power

Encerramento épico: letra de superação e energia quase hímnica. Fecha o álbum em clima grandioso, reforçando a mensagem de resiliência que atravessa todo o trabalho.

Alienation mostra o Three Days Grace maduro e disposto a experimentar dentro da sua fórmula, sem perder a identidade. Destaques claros ficam para “Mayday”, “Alienation” e “Never Ordinary” (com Lindsey Stirling).

O disco equilibra bem peso e melodia, entregando um dos trabalhos mais consistentes da banda. E eu queria um sho pra já deles aqui no Brasil.

Abaixo, o clipping de Mayday.